Trotamérica: exposição e o futuro

Aos acompanhantes do Trotamérica, duas novidades:

A primeira é que acabamos de abrir uma exposição com as fotos do role pela Bolívia, no hall da Reitoria da UFSC, em Floripa. Gostaria de convidar todos a passarem por lá e ver como tá tudo. Mais informações podem ser vistas no blog do DAC.

Família boliviana em viagem nos arredores de La Paz, uma das fotos da exposição

A segunda é que o trotamérica, que começou como uma brincadeira entre amigos, e acabou se tornando mais e mais sério ao longo da viagem (em muito por percebemos quão pouco sabemos da América Latina)  tá se transformando em um projeto cultural elaborado, visando a continuidade dessa primeira experiência. Em breve, se tudo der certo, teremos boas notícias para postar por aqui – além de garantir que esse espaço não ficará mais largado às moscas.

Aguardem!

Santa Fé, enfim!

Si chicos, ahora estoy sola.

Resolvi continuar com o blog Trotamerica pra relatar a minha atual experiencia de intercâmbio na cidade de Santa Fé, na Argentina. Apesar de quedarme en un solo lugar (na maior parte do tempo) isso nao significa que eu não esteja mais trotando pela América.

Antes de chegar a Santa Fe, passei 3 dias em Buenos Aires com a minha irmã e cunhado e também me encontrei com a Mayara, minha companheira de intercãmbio, aluna de Adm da UFSC. Rescolvemos curtir a capital um pouco antes de partir pra nossa vida santafesina.

cementerio de la recoleta

23 mil passos em um dia

nat and steve

uma das muitas manifestações trabalhistas em BA

eu e mayara, “turixtas”, na casa rosada

e uma homenagem aos muitos gatos de rua que sobrevivem na cidade… esse aí tava cagando e andando pra mim.

Pois bem, agora estou sentada na minha cama, no quarto de número 13, o qual divido com más otras trés chicas, pero ellas no són argentinas, españolas o mexicanas sino brasileñas mismo. A residencia estudantil em que estou ficando, a chamada RAE 1 (muito famosa aqui na cidade, por sinal), habitam 34 alunos do programa de intercâmbio Escala Estudantil, sendo que dentre esse número, 22 são brasileiros. De resto, há um francês, dois espanhóis, 4 mexicanas, 1 marroquino, uma paraguaia e me parece que ainda tem uma chilena pra chegar.

Galera da RAE 1!

pelas calles de la ciudad qualquer noite dessas

madrugada de sinuca e boliche…

Há 3 dias na cidade, já deu pra conhecer muita coisa. Parece-me que já faz uns 15 dias que estou aqui!

Tive a grande sorte de conhecer um casal maravilhoso de Santa Fé durante a viagem ao Peru (previamente relatada neste mesmo blog!), o Pablo e a Candelária. Além de nos levarem pra um city tour no domingo e nos mostraram os famosos sorvetes artesanais da cidade, Pablo tem me ajudado muito com os meus problemas bancários e Candelária, com as dúvidas sobre a universidade. Eles são dois anjos! E fazem aulas de salsa num lugar perto de casa e muito barato! Acho que voy empezar a bailar salsa con ellos, por que no?

pablo e candelária, os santafesinos mais amáveis!

Além de toda a assimilação com a nova casa, com as 33 pessoas com quem vou conviver pelos proximos meses, com as tarefas domésticas por realizar e os pepinos burocráticos de visto, banco e  universidade ainda pendentes; há assimilação constante com a nova língua. Tudo bem que é espanhol, ah vai! Mas vocês não fazem idéia como queima neurônio ter que aprender na marra essa língua, desde o “bom-dia” até 0 “boa-noite”. A experiência tá sendo muito rica e desafiadora, principalmente por conta das coisas triviais com que temos que lidar hablando español, tipo cozinhar juntos ou fazer alongamento.

Sim! Alongamento! Com medo de passar um semestre fadada aos alfajores artesanais e ao doce-de-leite, me disciplinei a fazer toda manhã os exercicios de alongamento que eu fazia nas aulas de dança afro em Floripa. E em uma dessas práticas, consegui recrutar alguns membros da casa também! Usamos o espaço da lavanderia pra ter mais privacidade e fugir do sol do pátio. Eles, então, me fizeram de professora e me puseram na frente de todos pra que eu ensinasse (?) os movimentos corretamente. Mas o mais engraçado é ter de fazer isso em espanhol!! Imaginem eu tentando explicar as posições “mesinha” e “cagar no mato”…

diossana e jordi

marcos y jasnin

horacio y mayara

jugando sueca

y fernet… bebida tipica daqui que se toma com refrigerante e tem um gosto horroroso de propolis, rs

E depois de já acostumada ao ritmo novo de vida, há mais uma coisa com que se acostumar: a universidade!

O medo de não conseguir cursar disciplinas em outra língua ou de não acompanhar as matérias (aqui dizem que são bem mais puxadas!) é coletivo. Mas consegui matar um pouco desse medo hoje, afinal foi meu primeiro dia de aula. Depois de conversar com o coordenador, selecionar as disciplinas que cursarei nesse semestre (Taller de Grafica Digital e Antropologia Cultural), ele nos mostrou o predio e tudo o que diz respeito à vida universitaria na Facultad de Diseño y Arquitectura y Urbanismo. Eu e as 4 meninas da Arquiterura que moram comigo na RAE 1 fomos assistir à nossa primeira aula, a oficina de Grafica Digital. Apesar de ser aula introdutória, gostei muito da ementa e da metodologia da disciplina. E melhor, entendi a professora!!! Re buenoooooooo!!

rio setubal, em frente à faculdade

Uma coisa interessante sobre as universidades públicas na Argentina é que, além de serem todas gratuitas, elas não possuem nenhum exame de aceite, tipo vestibular. A entrada é livre! Qualquer um que queira entrar numa universidade, pode. Simples assim.

Essa foi uma conquista ocorrida em 1918 depois de muita luta popular. Claro que além de suas vantagens há também os problemas. Como, por exemplo, a super lotação. Somente no curso de Arquitetura da UNL há 3.500 alunos. Design, um pouco menos: 2.000 alunos. Hoje passei numa sala que parecia o inferno materializado! Imagine uma sala de cursinho do Energia. Multiplica por 5. Dios mio! Era uma aula que tava tendo de alguma matéria teórica que, justamente por ser teórica e nao precisar de equipamentos, computadores ou ferramentas de desenho, eles amontoaram todas as almas que encontraram dentro daquele recinto.

Bien, pueblo y puebla, creo que esto seja todo. Escrevi bastante, claro que muitas coisas ficaram de fora, mas dá um desconto aí, estou apenas iniciando a jornada. E em 10 min tenho que sair pra milonga, há!!!

Até o próximo post!

Besos da mujer basorera.

Preparação: Eder, Santo André – SP.

Aqui é o Éder se apresentando!

Eu, um Trotamérica.

Sai de Florianópolis no Domingo 20/12/2009 a noite, 19:30. Cheguei em São Bernardo as 6:40 da Segunda-Feira. Meus pais me buscaram na rodoviária e viemos para Santo André.

Bandeira de Santo André.

Não dormi quase nada na viagem e lá vai um conselho: subam de ônibus a Serra as 6 da manhã em um dia de Sol e curtam a Serra!!! O ônibus é mais alto que um carro, tem muuuuuuuuito mais vista.

Estou em Santo André, uma cidade próxima a capital São Paulo. Terra do João Ramalho, bandeirante. Esse tal de João Ramalho não deve ter feito atos que me orgulhariam (ele vendia uns índios, deve ter mandado chumbo em alguns outros, etc.), mas fez outros atos que me orgulhariam. Naufragou, sobreviveu, foi achado pelos índios, casou com a filha do cacique Tibiriça, fundou Santo André da Borda do Campo, negou um cargo publico de vereador (u-huuuu) e como diz a Wikipedia: “que se internou pelo mato e confraternizou com o gentio.”. Talvez tenha sido um grande filho da puta, mas prefiro pensar no lado aventureiro que se internou pelo mato e confraternizou com o gentio.

Nosso "posudo" João Ramalho.

A coisa tá difícil por aqui na cidade, é raro achar coisas boas de acampamentos e trilhas em minha cidade. Temos uma recém inaugurada Decathlon e estamos próximo a São Paulo – infestado de carros e trânsito. Florianópolis é muito melhor para se equipar. Mesmo com esses contratempos o material está ficando em dia. O Mochilão está quase pronto!

Um pouco do equipamento utilizado na viagem.

Ontem peguei uma fila enorme no poupa tempo para tirar um RG zerado, novinho, inédito e com menos de dez anos de vida. Almocei, fila, caminhei, fila, dormi no banco da fila, fila, andei, fila, voltei, fila. OPA! Chegou meu número H5224 – mesa 21. Depois de esperar quase 150 pessoas, consegui melar meus dedos na tinta preta e carimbar meu novo RG! Agora só falta ir buscar. Era para ter feito isso hoje – esqueci. Amanhã eu dou uma passada por lá.

Estou dando uma folheada no “Guia criativo para o viajante independente na América do Sul”. Meio sem rumo. Será que uma bússola ajuda?!?

Eis ai a amada dos viajantes: A Bússola.

Vesti o Poncho. Resolvi montar a barraca no quintal para ter a certeza de que tudo estaria bem com ela…

Pronto para a chuva.

Barraca no quintal da casa e o poderoso barulhento Fusca 1972.

Não sou politizado, político e nem culto. Curto aventura mesmo e por isso embarquei com essa galera. Eu queria fazer uma outra indiozada e a proposta deles era irrecusável: aceitei e fiz bom negócio. Conheci essa galera assim: a Bette (ou Zucaaa) foi minha aluna em um curso e ela manjava do assunto mais do que eu. Bette – aluna prodígio!!! Anninha e Pira me foram apresentados em um acampamento na Lagoinha do Leste. O Dió nos deu umas dicas sobre a Bolívia em uma reunião. Conheci o Jonxo e a Rafa em outra reunião. Pedro, Victor e Carol são inéditos. Talvez até os conheça…

Pira, fica tranquiloooooo que vou tentar chegar em Campo Grande no dia 28. Espero chegar pela manhã. (Estou falando com ele no msn neste momento). Galera, preciso ficar com meus pais, sou um filho desnaturado e preciso fazer uma presença com meus amados velhinhos.

Não estamos totalmente sem rumo para viagem, temos alguns lugares em mente. Entretanto, o planejamento final fica para última hora. Duas características essenciais de todo aventureiro: última hora e planejamento!

Enquanto escrevo este post, estou ouvindo uns Chillouts. Não curto música com letras. Curto ouvir  melodias e ficar viajando. Também estou aproveitando para navegar na net e ver materiais de trilhas e camping.

Fico por aqui. Abraços a todos!

Eu sou o Jonathan da Velha Geração!!

“E ai galeeeraaa! Meu nome é Jonathan, faço Serviço Social e sou Coordenador da Arte & Cultura do DCEeeee…”

Tá, brincadeira! É o costume…

Para fazer jus às palavras do nosso querido Césinha – “somos muito mais que nossos cursos e numeros de matricula” – vou tentar começar do começo.

Era uma vez, uma baiana rétada – Elzemere – que se embestou de ir trabalhar em Paris. Pois, naum é que em meio às suas peripécias, encontrou um boyzinho até que charmoso – Didier – que veio a ser o painho de seu primeiro filho: Jonathan Henri Sebastião Jaumont ou Jojo para os intimos. Ta aí como surge o autêntico franco-baiano, essa mescla maravilhosa de biquinho com axé – que inclusive deu origem ao inesquecivel brilho de “A Fuga da Galinhas”!

Ok, isso tudo pra dizer que sou, de origem, o mais gringo dessa trip (olha que os colonos não ficam longe)! Assim mesmo, tenho certeza, nossa latino-americanidade está no projeto que abraçamos para os povos de nosso continente e, nesse sentido, está claro: viva abya yala libre!

Abya Yala Jakaskiwa

Nesses 24 anos, essa é minha primeira mochilada por nuestra america. Isso continua a me impressionar, já que oportinidades e inspiração (valeu Juju!) não faltaram e já viajei por muitos outros países: França, Hollanda, EUA, Sri Lanka… É talvez por isso que esteja tão animado e, mesmo tendo um pouquinho de experiência, tudo pareça tão novo!

Voltando a viagem, nossa dupla conta com um desafio a mais: temos 24 dias para conhecer a bolivia e chegar inteiros, lindos e cheirosos, em Jales, para o baile de formatura do primo do cunhado da tia-avó da Rafa (familia do interior é sempre assim? eu ainda to perdido ;D).

Dupla de Lucha!

Aliás, desculpem, eu nem apresentei a nossa dupla!! Essa dupla é um grande amor em ebulição – “tá indo pras nuvéns, sô!” – e completará um ano de história durante essa viagem! É composta de minha pessoa e minha compañera criolla – termo que em nosso passado colonial denominava os mestiços entre europeus e nativos – Rafaela Samartino Herran. Prazer!!

Nosso roteiro continua aberto – como o das 2 outras duplas bolivianas (e bolivarianas!) – mas o cotidiano popular parece nos chamar com mais clamor. Não ficarei nem um pouco desapontado se perder o bonde do salar de uyuni para seiar com alguns hermanos em suas casas, para conhecer como, realmente, existe o ayllu ou para entender como se organizam os cocalleros. Mas o que me dá mais gosto é saber que esta seria a reação de todos nesse grupo!

Gente, infelizmente, ainda não tenho maquina fotografica para mostrar meus preparativos, minha mochila – que é, definitivamente, mais bonita que a do Pira – e minhas leituras mas prometo que, nos proximos dias, descolo algum brother para fazer meu book pré-bolivia!

Acho que era isso, povo!

Tenho mesmo que ir pois minha irmã (Juju) me convoca – a razão apenas o Didi conhece…

Um grande beijo do Jojo que virou Jonxo nesse Blog por falta de opção. Assim mesmo, quero deixar registrado que este apelido foi por muito tempo o terror das LAN Houses! huahuahuha


Da metrópole do extremo-oeste catarinense: Dió!

“Tchau, tchau, tchau, eu vou viajar! Tchau, tchau, tchau, logo logo eu vou voltar!” Vovó Mafalda

Minha vez!

Já que o objetivo deste primeiro post é, além de mostrar os preparativos da viagem, apresentar o mochileiro, deixo aí em cima a comparação entre a criança feliz de macacão amarelo de 20 anos atrás com o meninão barbudo de hoje! Notaram a semelhança?

Como o “grupo de um homem só” deste diário de bordo coletivo, encontro-me na preparação para a minha quarta viagem pela América Latina. Esta será, porém, um pouco diferente das outras (por isso que o frio na barriga e as noites de sono agitado têm sido uma constante). Em primeiro lugar, porque serão dois meses na estrada, em comparação com os 30 dias em Cuba e na Bolívia. Em segundo lugar, porque viajarei sozinho. Terei de tomar minhas decisões e meus únicos companheiros para apoiá-las serão meu id e meu superego. Espero que o primeiro vença e o que segundo não me deixe morrer de fome no meio da amazônia peruana!

Mas embarco nesta viagem com o mesmo objetivo das outras: conhecer a história e a vida dos povos latinoamericanos, para tentar entender o porquê de sua situação atual e como constróem, hoje, seu futuro. Dizia o velho – e genial, e gostoso, e foda! – Darcy Ribeiro que a realidade não está em texto algum, mas na vida e na história. Só compreendendo o processo de formação das sociedades latinoamericanas é que poderemos entender os desafios que se lhes apresentam hoje e os conflitos que atravessam essas nações. O esforço é necessário para que se superem as visões que caracterizam as sociedades latinoamericas e, particularmente, as andinas, como povos atrasados na história da humanidade, impregnados de valores arcaicos que os impedem de avançar rumo a uma sociedade industrial e moderna. Tais argumentações, que servem somente como doutrinação ideológica para fazer-nos resignados com a pobreza do continente, passam por alto que o debut da América Latina no sistema mundial se deu através de sua participação compulsória como fornecedora de riquezas para o desenvolvimento europeu, primeiramente, e estadunidenses, mais recentemente. E que esse papel se cumpriu às custas da destruição de diversas civilizações culturalmente desenvolvidas, extermínio de milhões de indígenas e negros e transfiguração cultural generalizada, com o apoio declarado das elites brancas e mestiças da região. O desenvolvimento dos países centrais e o subdesenvolvimento dos nossos países são faces da mesma moeda

Se eu fosse um europeu ou estadunidense – e tenho todas as características físicas para passar por um italiano polenteiro – não me importaria com todo esse “blá blá blá” exposto acima. Sou, porém, brasileiro e latinoamericano (sim, o Brasil faz parte da América Latina), e basta uma olhada superficial para descobrir que compartilhamos o mesmo passado – ainda que com diferenças significativas – e os mesmos problemas no presente. O objetivo de conhecer o continente não é, portanto, atividade de erudição ou descoberta do exótico, mas de buscar as respostas para os nossos dilemas a partir da experiência dos nossos povos hermanos e, assim, nos descobrirmos como latinoamericanos também!

“Tá bom, ô Che Guevara do Oeste, mas e as paisagens, a cultura, a comida? Ou vai dizer que não vai tomar um trago, curtir com os(as) porteños(as), conhecer uns picos irados, etc.?”

É óbvio que não vou deixar de ver e fazer tudo isso! Mas o que acontece na América Latina hoje não ocorre em lugar nenhum do mundo! O mais bonito de se ver hoje não são as paisagens deslumbrantes, mas o povo de cada lugar tomando consciência de que é hora de construir seus países para si mesmos, de que é hora de passar a guiar seu próprio destino! A cordilheira, os lagos, os desertos de sal são os cenários privilegiados onde essa história acontece. Mais importantes são os atores, que carregam com a esperança uma beleza simples e apaixonante (op cit)! Viajar e não conhecer a história e a luta das gentes da Patria Grande seria, mais que tudo, um desperdício de tempo e grana.

Caralho, tá quase um artigo isso aqui. Vamos ao roteiro:

União da Serra (RS) – não é o começo oficial da viagem, mas vou pra casa do meu nono e minha nona na Serra Gaúcha passar o Natal, tomar vinho, comer polenta, salame e queijo.

Rio Branco (AC) – início da viagem. Uma semana com o poeta Cesinha conhecendo entidades comunitárias, seringais, botecos e a vida cultural acreana. Pato no tucupi, tucunaré assado, paca, açaí por R$1 e milhões de frutas amazônicas estão incluídos na visita!

Peru – um no mês país governado por Alan García, um presidente conservador com a popularidade baixíssima. Em manifestações recentes de comunidades indígenas amazônicas, mandou “descer a lenha” geral. Movimento indígena pegando fogo! Cuzco, Machu Picchu e Lima confirmados.  Tenho que descobrir como chegar à amazônia peruana. Ah, obviamente, ceviche e pisco sour!

Bolívia – uma semaninha para rever as paisagens maravilhosas do Lago Titicaca, da Ilha do Sol (tudo começou, há um tempo atrás…) e loucura e contradição de La Paz e El Alto. Se pá, pego a nova posse del compañero Evo Morales.

Norte argentino – 15 dias, até o carnaval – que dizem ser iradiu!! – por Salta, Jujuy, Tucumán y alrededores. Contato com a galera do Proyecto Sur

São Miguel do Oeste (SC) – metrópole catarinense conhecida pela sua instigante vida cultural. Destacam-se os restaurantes de padrão internacional, cinemas e o Teatro Municipal, que já recebeu astros como “Os Nativos”, Gaúcho da Fronteira e Xirú Missioneiro. No inverno, esta bela cidade recebe atores e diretores de cinema de todo o mundo para o conhecido Festival Internacional de Cinema Migueloestino, considerado hoje pela crítica especializada como a prévia do Festival de Cannes.

Tá quase, raça!!! Vamo ae, mano!!!

Bjos,

Dió “sangue nos zóio!”

Preparativos- Rafa e Jo- Jales

E aii Galera!!!! Eu sou a Rafa ( a primeira do lado esquerdo da foto, que não ta olhando pra foto!) e esse do meu ladinho é o Jojo, vim pra postar em nome de nós dois, pois neste momento ele está no busão saindo do longinquo noroeste paulista e partindo para a catipaaarrr: Sampa!

Nesta foto estamos num momento importantissimo da nossa futura viagem, a fase de engorda, isso tudo para aguentar as famosas diarréias bolivianas haha.Reparem na lazanha, na farofa, na cerveja uhuuu, um tipico churras em familia no domingão!!Acho que o Jo engordou uns 300 gramAS na sua estadia no interiooorr…hehe

E aiii são os meus preparativos….ta quaaase tudo pronto, agora é só colocar as coisas na mala e partir para los hermanos haha

Também estou lendo o livro Bolivia Jakaskiwa, esqueci de colocar como ilustrativo na foto haha…é bem massa, e com uma leitura facil e gostosa…to curtindo!

Enfim, é isso aiii….só falta uma semaninhaaaaaa

Saudade de todos pessoal…até Campiis Grandiiis, a cidade fazendeiraaa uhuuuuu hahahah

Beijos e queijos

Rafa…ansiosa!

Pira de Perfil, em Piracicaba

todos os angulos, muita ação!

Pira se apresentando! Ahuup. Com um modelito versátil, pronto para qualquer desafio na mata, na cidade ou na casinha de sapê. Começamos na parte superior com o estiloso boné da grife UFSC, seguido pela camiseta do brasil em Taidai e assim por diante. (O boné não está incluso de verdade, é do meu pai)

Bom galera, ja to pronto pra devorar o peru (natalino) e partir pras terras do norte.  Fiquei a semana inteira numa expectativa fudida, arrumando os ultimos detalhes, testando a tal da bolsa que me deu tanta dor de cabeça (e acabou sendo vermelha feia igual a do Jojo) e lendo uma porrada de coisas no fórum dos mochileiros, que, apesar dos pesares, tem dicas importantes.

Tô lendo também o livro “Se me deixam falar..” que é a história de uma mineira boliviana narrando a saga de seu povo, e falando sobre toda a conjuntura da Bolívia nos anos 70. A ideia era acabar ele antes de sair pra ler Veias Abertas por lá, mas tá dificil. E quero ler esse livro que elas tão lendo também, dei uma folhada (ou foleada?) e tem muita informação!

O roteiro do nosso grupo ainda está bem mal definido, sabemos alguns pontos principais, mas tá bem aberto. Todos estarão (né Eder?) dia 28 em Campo Grande e vamos fazer uma reuniao final pra fechar algumas coisas.

Acho que é isso, depois quero fazer um post com o lance dos equipamentos, pra facilitar a vida de quem estiver planejando uma viagem como essa no futuro.

Um beijo aos leitores,

Pira Vilela