Resumo Fotográfico – El Alto, Copacabana e Isla del Sol

Saudacoes, mi pueblo! Gostaria de pedir desculpas aos leitores pelos  dias de abandono do blog, mas ficamos totalmente ilhados do mundo internético enquanto acampavamos no Norte da Isla del Sol, a beira do lago Titicaca, na Bolívia.  Antes estavamos com atualizacoes constantes porque paramos muito tempo em la paz, por razoes de saude e caganeira.

5 dias de caganeira paceña. Estavamos loucos pra sair fora!

  • El Alto

Saindo de La Paz – sede do governo boliviano, mas nao a capital do pais, que é a esperada Sucre – passamos por El Alto, grande periferia da cidade, que se ergue nos morros até o altiplano. A geografia desse lugar é realmente impressionante! La Paz é um buraco geográfico, e os bairros mais afastados estao no altiplano, que está abaixo dos grandes montes nevados.

El Alto e a Cordilheira Real, ao fundo

Mirada superficial sobre o pueblo de el alto, infelizmente nao conseguimos passar um tempo por lá

Chola viajando, como nao poderia faltar..

  • Copacabana

Chegamos em Copacabana, pequena cidadela no Titicaca, que é o ponto de passagem para a Isla del Sol. A cidade nao tem muito o que fazer, possui um numero sem fim de mochileiros perdidos e um turismo um pouco superficial e gringo demais.  Apesar disso, acabamos dormindo por lá, existem alojamientos bem baratos.

Cartaz tipico do turismo "paisagens e lhamas" para gringo ver

pueblo de copacabana

Uma curiosidade interessante para os brasileiros é que o nome Copacabana foi descaradamente plagiado da Bolívia para a praia carioca, por razoes nao muito claras. Dizem que se parecem, mas nao me pareceu 🙂

Praia de pedras e gringos

Ah, sim! Aqui tivemos o primeiro contato com LA TRUCHA! As trutas foram importadas dos Estados Unidos e sao criadas no proprio Titicaca. A carne lembra muito a do salmao, e o preco agrada: pagamos 15 bolivianos no prato com arroz, salada e papas (batatas), algo como 4 reais!

Trucha al limon

Trucha para todos los gostos

  • Isla del Sol

Um lugar realmente mágico, com uma historia incrivel que o atribui como berco da civilizacao Inca, a ilha deixou todos muito a vontade e um tanto  isolados do resto do mundo. Ficamos acampados no norte, que é menos explorado turisticamente que a regiao sul.

La pudemos ver de perto a filosofia dos povos originarios (tidos como indigenas pelo homem branco) em relacao a terra cultivada. Aqui existe um sistema muito antigo, que vem de antes d0 imperio inca, que é sao os Ayllus. De forma resumida, é uma pratica de terras coletivas (propriedade privada só a moradia de cada familia) que sao compartilhadas por muitas familias, somente com pequenas propriedades de diferentes manejos para garantir a sobrevivencia de todos. As decisoes sobre o que sera plantado em cada terreno e em que epoca sao todas coletivas. Algo realmente impressionante de ver na pratica. Depois de 3 ou 4 anos cultivo, cada terreno descansa 8 anos para ser replantado novamente.

Os campesinos e povos originarios estao com o Evo Morales e nao se abrem. Pela primeira vez na historia da Bolivia os indigenas terao reconhecidas suas autonomias juridicas, economicas e culturais, o que, na pratica, garante que se organizem da forma milenar de terras comunitarias e com leis locais. Nas ultimas eleicoes Evo (ou Huevo, como diz a bettina) teve 62% dos votos com uma participacao efetiva de quase toda populacao, sendo o voto nao obrigatorio.

Uniao perfeita entre belezas naturais e contato com com os campesinos originarios bolivianos!

Roupas de trabalho

Camponesita

Barqueiro local que transporta turistas por 5 pesos. Alguns hoje vivem exclusivamente do turismo na ilha.

Muitos tambem vivem com pequenos alojamientos improvisados e servindo refeicoes. Essa é a Sandra Malandra, uma chola de 11 anos!

Lenha de eucalipto para el fuego. O gas na ilha chega com precos altos..

Nos primeiros dias pegamos alguns temporais com chuvas intensas, o que acabou amenizando o o frio de lá. Apesar disso, as noites realmente exigiram os sacos de dormir para temperaturas abaixo de zero graus. Tivemos que usar inclusive os cobertores de emergencia, que sao de plastico aluminizado e realmente uteis para essas situacoes.

lluvia en la carpa

Mas nada impediu a bett e o eder de entrar no lago cedinho.. friaca!

As deliciosas sopas, muy quentinhas

Subida ao segundo pico mais alto da ilha.. mais de 4 mil metros de altitude!

E.. a Lhama! Que adora cuspir em turistas curiosos.

A ilha foi realmente marcante, passei meu aniversário lá e foi muito divertido. Todas as noites rolam varias rodas de som, com direito a violao e djembes.  O sol é fabuloso e com muita energia, fazendo jus ao nome desse lugar.

A novidade aqui é que os Trotamericas da Bolivia se separam. Jony e Rafa voltam para La Paz para pegar seu aviao em 2 dias e Eu, Anninha, Bett e Eder seguimos viagem..

  • Cusco

Nosso próximo destino foi a cidade de Cusco, no Peru, após uma viagem longa de mais de 10h. Chegamos bem cedo e encontramos um alojamiento (dica do dió, que aqui estava há varios dias) muito legal, com varios latinoamericanos, mesa de sinuca, internet na faixa e um pessoal bem hospitaleiro com um preco bacana. (12 soles).

Pra variar, chuva também no Peru

Estamos ha dois dias nessa cidade, que era a capital do Império Inca, e passa muita historia pelas ruas, pessoas e mercados. Vamos amanha cedo rumo a Machu Picchu pelo esquema mais roots que existe, onde menos se paga. Se tudo der certo, depois de amanha as 7 da manha estaremos no topo!

Um grande abraco a todos,

Rafael ¨Pira¨ Vilela

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4 pensamentos sobre “Resumo Fotográfico – El Alto, Copacabana e Isla del Sol

  1. Rafa/ Anninha, realmente é surpeendente a aprendizagem que vocês nos proporcionam através desses densos relatos da jornada boliviana. As palavras parecem se arrastar junto com os passos dos jovens mochileiros; as fotos registram o realismo de cada passo e de cada observação, transpiram todos os sentimentos dos que congelam aquele segundo de vida. Tanto realismo parece ter se segurado para não ilustrar até a “caganeira em tierras bolivianas”.
    Mas, enfim, estão de parabéns por tanta carga de experiências culturais e de cultura experimental.
    Com as observações que brotam da curiosidade acadêmica de vocês, estão respeitosamente homenageando os espólios indigenas massacrados pelos invasores europeus e expondo as veias ainda abertas da América Latina.
    Desejamos-lhes a continuação de sua jornada com a proteção de Deus.
    Un grande bejo, Anninha!. Pai e mãe.

  2. Mochileiros,

    Sou diretor de redação do JORNAL DA FOTOGRAFIA , editada aqui no Rio Grande do Norte, Natal, e gostaria de utilizar na capa da edição de janeiro uma fotografia postada neste blog (onde está a choca).
    Se quiserem conhecer a publicação que está na sua 8ª edição podem acessar meu blog e clicar na capa do jornal (edição 7 – dezembro 2009) para link do arquivo pdf que podem baixar e ler em qualquer computador.
    Fico no aguardo da autorização para veiculação da foto.
    Podem enviar mensagens para meu email: esquinadobrasil@gamil.com

    Um abraço e boa caminhada pela America Latina
    Marcus Ottoni
    Diretor de Redação
    JORNAL DA FOTOGRAFIA

  3. Veja bem. O investimento acadêmico está valendo a pena, pois a alma destes meninos não é pequena. Impressionante as cores e os detalhes vivos. As fotos e os relatos mostram a sensibilidade da turma, e uma curiosidade impressionante em conhecer “os segredos da terra e da gente”. Continuem trotando firmes
    Um abraço e boa viagem do pai do Pira, com muito orgulho!
    Rodolfo

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