Samaipata no primeiro dia do ano.

Aooooooooooo!!! Buenos!

(estamos todos bem aqui em La Paz e vou fazer o post do dia 01/01/10)

Amanhacemos no primeiro dia do ano em em Samaipata. No dia anterior não dava para ver a beleza que Samaipata possui. Acordei cedo e dei uma volta pelo albergue que estavamos. O albergue era muito bom, banheiros limpos e tinha uma quadra. Na quadra tinha até uma arquibancada e aproveitei para sentar lá e ficar admirando as montanhas que rodeiam Samaipata.

Fiz algumas filmagens da paisagem, mas ainda preciso editar o vídeo e aqui em lan house é uma tarefa meio impossível.

Durante as filmagens o Pira apareceu e ficamos conversando. Instantes depois o cachorro do albergue, o Falco, veio ficar com nós um pouco. Mais tarde a mulher basurera se juntou a conversa.

Pira e Falco

Bette adotando um gato

Um pouco mais tarde fui no banheiro e lá que tava o Pira e o Jhony cascando o bico. Eles estavam ouvindo um ronco vindo de um dos banheiros. Levantei algum deles e confirmaram que era um tiozão. Acho que o Tiozão ficou bebado e acabou tirando um cochilo enquanto cagava. E o cara não roncava pouco não, o cara roncava muito.

Nos reunimos e decidimos dar uma volta pela cidade e encontramos uma Brasileira que tinha uma loja de medicamentos natural em uma das ruas de Samaipata. É verdade, existem brasileiros em todos os cantos. Ela fez medicina e abriu um consultório, porém a aceitação local não foi muito boa e acabou achando uma solução em medicamentos naturais. A Cláudia, que nasceu no Espirito Santo, era muito simpática e nos ofereceu para acamparmos no terreno dela. Infelizmente, não dá para ir em batalhão acampar na casa de alguém e continuamos no albergue mesmo. Lá comprei um pacote de folhas de coca e ela nos deu um adoçante de brinde.

Gringos em Samaipata

Depois da volta almoçamos no Residencial Rosário e mais uma vez pegamos um prato completo. Devia ser bife e sopa, ou talvez frango a milanesa e sopa. Aqui é a coisa mais fácil de se achar: frango a milanesa.

Depois do almoço fomos para a praça para dar uma volta e ficamos olhando as coisas na feira que tinha nesta praça. Eram instrumentos músicais, pulseiras, flores, comida, incensos e mais um monte de coisas.

Voltamos para o albergue e aproveitamos para lavar as roupas no albergue, estava um bom dia de sol e ainda tinhamos uma boa area para estender as coisas.

Fizemos uma pausa para descansar e fiquei deitado ouvindo um pouco de música enquanto lia. A galera trouxe alguns livros sobre a Bolívia e eu trouxe um manual de sobrevivência que ensina um monte de coisas úteis para quem curte se perder no mato. Porém, não pense que isso é necessário na Bolívia. Aqui não é uma selva, aqui é um lugar bem massa e com muitos lugares desenvolvidos. Se você quiser se perder no mato nas alturas, aqui também é um bom lugar.

O livro tem um capítulo introdutório que tem umas frases interessantes:

“Sobreviventes de campos de concentração alemães referiam que a vida, mesmo em condições inumanas, valia a pena ser vivida.”

“O lema para sobrevivência é nunca desistir.”

Refleti por horas algumas das frases e lembrei de quando eu jogava a vida fora para viver um mundo onde esperava demais. Quando esperamos demais, tudo é chato. O lance é se contentar com o que temos a mão. Se o que estava vivendo estava uma bosta era por culpa minha.

Depois mais tarde resolvi esperimentar o tal adoçante antes de experimentar as folhas de coca. O adoçante era ruim demais. Parti para as folhas de coca. O gosto não era dos melhores, agora eu já to é curtindo o gosto. Eu e o Pira ficamos um pouco sem sono alguns dias e achamos que a culpada era a folha de coca.

Decidimos ir dar mais uma volta pela cidade e me perdi dos demais enquanto fui comprar água. Dei uma volta pela praça e achei o Sr. Max. Ele estava sentado com mais um casal de amigos e perguntei se era possível subir os morros dos arredores da cidade. Ele falou que sim. Sai em direção a uma rua qualquer e fui indo. Avistei uma subida e fui em direção a ela. Fazer uma subida a quase dois mil metros de altitude cansa um pouco mais que o normal e consumi uma garrafa inteira de dois litros. Fiz várias filmagens com a câmera apoiada sobre um tripé. A vista era incrível! Infelizmente, gravei um dvd e mandei por correio e formatei a máquina, ou seja, sem fotos da vista área de Samaipata. Quando eu chegar eu mostro os vídeo e fotos.

Rua do albergue em Samaipata

Voltando da subida encontrei a galera na rua do albergue e fomos comer umas comidas típicas.

Antes de dormir, liguei o rádio e fiquei ouvindo músicas bolivianas… “Voy a Santa Cruz…”, “Cambiar dolar…” e outras …

Foi isso!!!

grande abraço a todos.

Anúncios

2 pensamentos sobre “Samaipata no primeiro dia do ano.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s