La aventura se empieza – Bettina llegando en Campo Grande!

Era pra gente ter feito um posto quando todos nós nos encontramos em Campo Grande, mna casa da Anninha, mas a gente ficou sem internet, sem tempo, com preguica, enfim. Entonces vou dar um breve resumo do que rolou.

Falando por mim, clário, saí de Floripa no sábado às 16h10 de busao. Teoricamente era esse o horario de saída mas o onibus atrasou 2h vindo de Criciúma. Depois de 3h de viagem até Joinville, trocamos de carro pra seguir viagem até Campo Grande. Até aí, beleza… até que o calor comecou a tomar conta (tava uns 35 graus lá fora e de noite nao melhrou muita coisa) e entao nos demos conta que o ar-condicionado nao estava ligado. Uns gritos pro motorista daqui e dali e soubemos que o ar estava estragado! ok! Seguimos as próximas 18h de viagem até Big Field num suadouro ferrado, eu arregassando minhas calcas jeans e com os pes pro alto. Mas enfim, durmo facil e curto ficar olhando as luzes na madrugada de dentro do onibus.

Depois de horas de um sono um pouco sofrido, acordo com as luzes sóbrias de um pantanal amanhecendo. Leio mais um pouco do livro da Bolívia enquanto vejo uma chuva torrencial cair lá fora. O motorista faz umas manobras e ultrapassagens muy sinistras pro meu gosto, ainda mais porque eu estava sentada na poltrona 01, ou seja,  no caso de um acidente a primeira a virar pasta de dente ia ser eu. Seguindo viagem, em meio a sonolencia e impaciencia, vi as horas passarem logo e quando deu cerca de duas e pouca da tarde estávamos nos aproximando da rodoviária de Campo Grande. Finalmente!! =)

O onibus pára na esquina, vejo uns cones, pessoas, bombeiros e policiais parados na rua alagada… Eis que o motorista abre a porta e grita:

“A gente nao vai poder passar, a rodoviária pegou fogo!”

Ok, entao.

Depois de um tempo de espera, desembarcamos ali na calçada mesmo, em meio à chuva que caía, pessoas impacientes e olhares curiosos.

Assim que peguei minhas coisas, corri pro orelhao mais próximo e liguei pro celular da Anninha. Já tava preocupada por causa do horário, nao saberia dizer se ela tava em casa de boa esperando eu ligar ou se ela teria ido à rodoviária me esperar e se deparou com a notícia da minha possível carbonizacao no terminal urbano! Mas o misterio se resolveu quando falei com ela e ela estava com o Pira na rodoviaria, sim, mas veio ao meu encontro logo em seguida para contar do incendio la dentro e rir sobre a minha chegada. “A Bett chegou incendiando”.

Tiramos o dia para descansar e ficar de boa. Eu, Pira e Anninha almoçamos na casa dela com sua família e de noite saímos para comer algo no Comper. (Sim! Lá também tem isso! ahh). Pegamos um temporal na hora de voltar e como estávamos a pé, arriscamos pedir carona na saída do supermercado. Depois de algum tempo e várias recusas, um senhor japinha foi muito legal e nos deixou entrar. Chegando em casa, vi que metade da minha mochila e boa parte da cama estavam molhadas porque eu tinha esquecido a janela do quarto aberta… “muito bem, Flipper!”

Na manha seguinte bem cedo, la pelas 6h, chegaram Jojo e Rafa. Um pouco mais tarde, cerca de 9h, chega Éder. Agora estamos todos reunidos, finalmente, e temos apenas um dia para fazer as comprar de última hora e fazer a reuniao final do roteiro.

Tiramos a manha pra ir no shopping, mercado e lojas aleatórias para comprar coisinhas que faltavam (maioria do Éder, né) e comidinhas pras longas e muitas viagens de busao que a gente ia fazer. De tarde almocamos de novo na casa da Anninha, um belo churrasco de alcatra com mandioca, salada e carreteiro – nossa despedida em grande estilo da boa comida haha

Depois, passamos o final de tarde discutindo o roteiro e mandando mensagens para o CouchSurfing, pedindo ajuda, dicas e acomodaçao 🙂

O roteiro da viagem segue num post separado.

Depois, arrumamos as coisas, fomos pra rodoviária pra pegar o busao ate Corumbá que saía às 23:59.

A viagem foi tranquila e chegamos em Corumbá umas 5h40. Corremos pra pegar um onibus urbano até o centro (linha RETORNO ou CRISTO) e lá fizemos a baldeaçao para pegar outro até a fronteira (linha FRONTEIRA). A passagem custa 2 reais e a baldeaçao nao é cobrada.

Chegando na fronteira pegamos um táxi até a estaçao rodoviária para comprar a passagem do trem da morte. Optamos por primeiro comprar a passagem pra depois retornar à fronteira e fazer a imigraçao. O horário de Bolívia é uma hora a menos do que Campo Grande e duas horas a menos do que Brasília, portanto chegamos na estaçao umas 5h e pouca da manha onde já havia um grupo de brasileiros esperando no portao. A estacao so iria abrir às 7h entao ficamos esperando e eu e as meninas demos umas voltas pela cidadezinha (Puerto Quijarro) atrás de um banheiro ou moita pra fazer xixi, mas nao fomos muito felizes.

Depois de horas de espera abaixo de um sol escaldante queimando desde às 6h, a bilheteria abriu. Mulheres bolivianas brotaram do chao e apareceram correndo e furando a fila na cara dura. O guardinha que tentava organizar a bagunça mandava a gente se separar em filas de homens e mulheres, enquanto a putaria rolava solta na cara de todo mundo… acabou que ficamos bem pra tràs na fila e ainda tivemos que esperar mias um tempo numa fila interna (mas que pelo menos tinha ar-condicionado!).

Compramos ticket para a “primera clase” do trem da morte, era a unica opçao pra aquele dia e a opcao que a gente queria desde o começo mesmo. A gente combinou de fazer uma viagem roots, entao roots será! Essa Primera Clase é a mais trash do trem da morte. Antigamente havia uma Segunda Clase mas que já foi extinguida (imaginem o que era…).

Voltamos para a imigraçao, carimbei o passaporte (pra 30 dias, depois é so renovar em qualquer posto de imigracao de qualquer cidade) e fomos comer alguma coisa na zona franca que fica ao lado da estaçao. Caminhando a pé com as mochilas abaixo do sol de 45 graus e em meio a frequentes rajadas de vento que levantavam poeiras cinematográficas, passamos numa vendinha para comprar uns bons litros d’água (água Por-do-sol, brasileira – a boliviana era ruim e íamos ter que usar os clorins)  pra viagem de 20h que nos aguardava e entao nos encaminhamos para a estaçao e aguardamos o embarque para El Tren de La Muerte.

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