Começa o mochilão… saindo da Barra Funda/SP e o dia em Campo Grande/MS.

Galera está difícil escrever por aqui, não tenho tradutor e já estamos em Santa Cruz de la Sierra. Não tenho um teclado com todos acentos também, mas vamos lá!

O meu mochilão começou no Domingo dia 27 às 17:10 após longos preparativos. Deixei umas coisas para última hora: correr atrás de alguns itens, imprimir um livro e outras coisas. Tenho este hábito de deixar tudo para a última hora. Fui com meu pai de trem até o Terminal da Barra Funda para pegar o primeiro Busão. Esse busão faz o percurso Barra Funda até Campo Grande e faz saida as 19:00. Não comecei no modo “rutez”: fui de ônibus leito da empresa Motta (R$ 180). Gastei quarenta reais a mais por um ônibus um pouco mais rápido.

No terminal tinha uma galera mochileira e fique esperando com meu velho até as 19:00. Nos despedimos e entrei no ônibus. Pai, Mãe e Vó “Pédra”: – muito obrigado ai pelo apóio e por sobreviverem as infinitas andanças atrás de tantas coisas. Vó: – muito obrigado pelo bornal que a senhora fez!

Ao chegar na minha cadeira no ônibus, vi um monte de tralhas, uma mulher e uma criança. Pensei: “fudeu! vai ser uma daquelas viagens animadas aos choros… mais um treinamento de paciência”. A menina deu um sorriso e começou a conversar. Sentei e fiz amizade com a Estela e com a Evelin. A Evelin tinha quase três anos e falava um pouco mais que os cotovelos. No fim, eu estava enganado e a Evelin foi muito sossegada e era muito educada. Fiquei conversando com as duas e de repente veio um baita cheiro de Maconha. Alguém teve a brilhante idéia de queimar um beque no banheiro de um ônibus fechado. O cheiro infestou tudo e o motorista veio avisar aos fumantes que é proibido fumar. Uns gringos de um banco atrás soltaram o comentário: “prensado no paraguai”. Cheguei a pensar que eram os gringos, mas depois descobri que não eram eles.

Mais para frente vi que tinham uns bancos vagos e resolvi ir sentar para que a Estela pudesse viajar mais tranquila sem a Evelin no colo. Sentei e fiz amizade com uma moça chamada Drica. Ficamos conversando e daqui a pouco a moça ao lado reclama do banco e vem sentar ao meu lado. A conversa foi ficando maior e com mais pessoas. Logo depois descobri que a mulher ao meu lado se chamava Célia e era freira, estava viajando de férias para visitar a família e queria ficar uma temporada na Nicarágua e Cuba.

O Busão fez uma parada no posto Stela Maris e seguiu viagem. Fiquei ouvindo uma seleção de músicas que tinha: eletrônicas, chillout, rock e indigenas norte americanas.  Descobri a função shuffle do meu MP3 e vi que funciona ouvir tudo misturado.

Foi uma viagem bem sossegada e após 13 hrs chegamos em Campo Grande. Eram 9 hrs da manhã e liguei para Anna. Depois de uns minutos chegaram o Pira, a Anna, a Bette para me buscar e rumamos para o “Albergue dos Italianos”, o escritório do Pai da Anna.

Ao chegarmos lá encontramos os outros trotaméricas: Jo e Rafa e fomos fazer umas últimas compras em Campo Grande. Após as compras, fizemos uma caminhada e chegamos a casa da Anna. O Sr. Ruggiero mandou um churrasco muuuuuuito bom! Regado em carne, mandioca, vinagrete, carreteiro, pães, coca-cola e cerveja. Foi um ótimo almoço. Muito obrigado Sr. Ruggiero!!!

Depois do almoço fizemos uma hora nas fantásticas cadeiras de balanço na casa da Anna e depois eu e a Bette voltamos ao mercado para comprar umas barras de cereais. Pronto! Estavamos com quase tudo para partir. Fizemos um planejamento para decidir um roteiro base. Esse roteiro será alterado no decorrer da viagem e incluí alguns pontos: Porto Quijaro, Trem da Morte, Santa Cruz de la Sierra e outros destinos que vamos postando aqui no “blogue”…

Fizemos uma pequena hora no Albergue. Infelizmente, nosso trotamérica Jo teve uns problemas digestivos (devido a uma feijoada em São Paulo) e teve que tomar uns medicamentos. Arrumamos as mochilas e os pais da Anna nos levaram para a Rodoviária. Ainda faltava uma emoção de última hora: a passagem da Bette. A Bette comprou a passagem pelo site e precisavamos chegar com uma antecedência de 30 minutos. Chegamos quase em cima da hora e ainda trocamos a passagem. Pegamos o Busão com destino a Corumbá.

Era o fim de um dia… dormi pesado!

abraços a todos!

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